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São Tomé – Um Sonho Real

Para mim … para você





Aproveitando as profundas raízes de São Tomé com William Aliotti e Beyrick de Vries
Nós estamos rolando abaixo a espinha dum vulcão antigo, caindo para baixo ao mar. Fora da janela é a cor da terra profunda, a cor de uma ilha que foi virada de dentro para fora, expondo suas tripas férteis e barriga verde escuro. Gigante palma fronds alta cinco o carro como nós torcer em torno da trilha da selva com 50 Cent e Lucky Dube montando espingarda. Lucky’s crooning agora, dizendo-nos, ‘Boas coisas vêm para aqueles, que saem e fazê-los acontecer.’
Claramente Lucky nunca tentou encontrar uma estrada para a praia na costa oeste de São Tomé.
“Eu acho que está aqui”, diz John Micheletti. ‘A baía que vimos no mapa’ Ele está apontando para fora da janela, mas tudo o que podemos ver é a mesma fita espessa de selva que nos cercou durante a última hora, como nós tentamos sem sucesso para cutucar o nariz do Toyota Prada para a praia. John desliga a estrada em uma trilha estreita que corta no mato. Ramos claw as portas como ele cutuca o carro mais para baixo a trilha, mal o suficiente para duas pessoas para caminhar lado a lado.
“Não acho que seja uma estrada”, diz Beyrick de Vries do banco de trás. Há um baque oco como o chassi conecta uma corcova de rock, seguido por um som de moagem que diminui o carro para baixo, mas é impossível virar. John empurra com mais força o acelerador. O carro pára e é catapultado para uma clareira. À frente de nós encontra-se a praia onde palmeiras impossivelmente altas mergulhar até a costa. Além disso, uma brisa onshore lambe a parte traseira de um beachbreak wedging.
“Rampas!”, Grita Beyrick, e começamos a tirar as tábuas do telhado.




São Tomé está localizado ao largo da costa oeste da África no Golfo da Guiné, uma mancha escura que sobe abruptamente do mar. Junto com seu gêmeo menor, Príncipe, as ilhas fazem parte da Linha de Camarões, uma cadeia de 900 quilômetros de vulcões que se estendem desde o interior da Nigéria até as profundezas do Oceano Atlântico.
A ilha inteira é na verdade um vulcão, formado por hot spot que tem constantemente borbulhado lava do manto da Terra ao longo de milênios. O mesmo tipo de atividade vulcânica forjou as ilhas do Havaí e tem impregnado São Tomé com seu solo escuro e litoral enrugado. Um litoral que, na maior parte, permanece inexplorado.
A exceção é ao longo da costa leste, onde nossa equipe eclética se reuniu como o começo de uma piada ruim: William Aliotti, um francês nas Ilhas do Caribe, Beyrick de Vries da África do Sul e John Micheletti da Nigéria. Porém, dificilmente éramos os primeiros surfistas a visitar esta antiga colónia portuguesa.

 

 

Em 2001, Sam George e Randy Rarick tinham feito o seu caminho aqui com o lendário fotógrafo John Callahan. George escreveu que ele pensava que eles eram pioneiros na divertida e certa quebra de ponto que encontraram, até que ele foi unido na água por um bando de crianças de São Tomé e Prancha, montados em madeira. Foi uma descoberta surpreendente.
São Tomé é isolado, estando a 200 milhas do continente, contudo era aqui uma cultura da equitação da onda que a hipótese de George tinha evoluído independentemente da influência dos Polynesians. Ele afirmou que a ilha possui uma prova definitiva de que o surf é uma autêntica tradição africana. Prova como o conselho de 12 anos de idade, Jardel Félix detém debaixo do braço quando o encontramos no primeiro dia de nossa viagem.




 

A placa tem quatro pés de comprimento, com trilhos finos e comprimidos e um convés inferior enrolado que termina em um quadrado afiado. O nariz largo é redondo e na maior parte simétrico, à exceção de um dobra no trilho esquerdo onde o machado usado para cinzelá-lo tinha estilhaçado a parte contínua de madeira.
“Este é meu tambua”, diz Jardel orgulhosamente. Este é o meu conselho.
É tarde e o sol tropical desabotoou seu punho fervente. O ar é quente mas agradável. Nós ainda estamos molhados de surfar uma ruptura de ponto zippy na frente da vila de Santana onde um grupo de miúdos em uma flotilha de arte de surf se juntou a nós, montando as metades batidas de um propulsor, um bodyboard velho e até mesmo um bloco de Styrofoam. Mas principalmente eles estavam em tambuas, as tábuas toscas feitas da árvore de acácia.
Tínhamos ouvido falar da cena de surf caseiro de São Tomé e esperávamos encontrar esses surfistas locais na água. Nós não tínhamos esperado encontrá-los estourando ares.
Ao contrário dos jovens do interior, Jéjé Camblé estava montando um fresco 6’0 Chili. Toda vez que ele fazia uma grande reviravolta ou virava um reverso frontal, o pequeno pacote estalava em elogios. Seu rosto se esticou em um largo sorriso quando ele remou até nós e se apresentou em português.
Jéjé depois nos diz que ele começou a surfar em um tambua depois de ver um expat chamado Peter montando ondas fora de sua aldeia. “Quando eu vi o surf pela primeira vez, pensei que fosse algum tipo de magia”, diz ele. – Como andar sobre a água.
Logo descobriu que São Tomé tinha seus próprios ciclistas e, com sua ajuda, esculpiu sua prancha. Começou a bellyboarding o whitewash, então travando faces abertas. Em pouco tempo ele estava no backline.
“Durante muito tempo pensei que a nossa geração fosse a primeira a surfar com tábuas de madeira em São Tomé”, diz o jovem de 17 anos. – Mas então comecei a perguntar aos adultos. Um deles me disse que não, estávamos surfando essas placas há muito tempo, quando eu tinha sete anos. Então eu perguntei a um homem que tinha 50 anos, e ele disse o mesmo. Ele disse que quando eles eram crianças, eles estavam surfando com tábuas de madeira já. Então eu perguntei a minha avó, ela tem 77 anos, e ela disse de volta nos dias em que ela era minha idade, os mais jovens surfaram com tábuas de madeira. Eles cavalgaram apenas por diversão.
Além de um turbilhão de turistas, São Tomé permanece largamente isolado do mundo exterior. As faixas da ilha não têm eletricidade e a economia depende da pesca e das culturas de rendimento. Os poucos pedaços de equipamento de surf moderno vêm por meio do piloto ocasional de linha aérea que surfa e um punhado de expatriados portugueses. Mas São Tomé é o ponto de desembarque de um cabo de fibra óptica de alto mar que liga a África à Europa e tem excelente conectividade.
Na manhã seguinte, encontramos a tripulação de Santana pendurada na parede de uma antiga igreja caiada que fica na beira da água. Eles não são atraídos para lá apenas por sua piedade. A parede oferece o ponto de vista perfeito para verificar as ondas e pegar sinal Wi-Fi gratuito da igreja. Com os polegares rolando, eles ficam presos aos seus telefones, conectados a seus heróis em todo o mundo cortesia do bom Deus.
“Se eu quiser treinar meu trem, eu vejo Tom Curren, ou Mick Fanning”, diz Jéjé, levantando os olhos do telefone. ‘Se eu quiser progredir no surf, vejo vídeos de Julian Wilson e Gabriel Medina. Se quero ser inspirado, vejo Andy Irons.
Ele pronuncia o nome de Irons com reverência, seu sotaque português desenhando as sílabas em um shhh longo.

 




De Santana a estrada abraça o litoral em direção ao sul, dando lugar a baías impenetráveis ​​que nós circumnavigate dirigindo para o interior. Tínhamos varrido o mesmo litoral no Google Earth antes de chegar, marcando possíveis configurações, registrando coordenadas GPS. Mas no chão, entre o esmagamento da folhagem grossa, estamos rapidamente desorientados.
John assume o comando, combinando os mapas com seu telefone GPS, guiando o carro para o oeste ao longo das estradas de terra tortuosa até encontrar um caminho para a praia ou não pode conduzir mais longe. Depois saímos e caminhamos.
“Você está brincando comigo?”, Diz Beyrick no final de uma saída a pé. A banda de arbustos densos que acabamos de percorrer dá lugar a uma baía em forma de crescente. À nossa esquerda é um afloramento rochoso onde um blowhole brotos de plumas de água para o ar como ondas atingiu o promontório, em seguida refract em uma tigela esquerda. O vento está em terra, mas as ondas são surpreendentemente bem formadas e poderosas.
“Isso me lembra tanto as configurações na Costa Rica”, diz William fora na programação, em meio entre pontas sky-high. – Só que não há ninguém aqui.
Naquela noite em Santana contamos a João, um expatriado português que de vez em quando guia os surfistas que visitam a ilha, que encontramos a onda no buraco. Ele olha para nós interrogativamente e encolhe os ombros, “Eu não conheço esta onda.”




No dia seguinte, estamos carregando o carro quando William pergunta: “Quem tem música?” Mas os nossos iPhones são inúteis no velho sistema de som do Prada, um frontloader e um tape deck. Em vez disso, vamos fazer o nosso caminho para o mercado onde encontramos cópias de bootlegged 50 Cent e Lucky Dube entre pilhas de frutas e peixes. A dupla torna-se a trilha sonora para a qual navegamos pela costa oculta de São Tomé, encontrando o nosso caminho para praias e baías onde não temos certeza se somos os primeiros a montar estas ondas em nossos tambuas modernos. Nós queremos saber o que as cunhas punchy faria no offshores estação seca e contemplar as lajes que tínhamos ouvido falar mais ao norte. Mas principalmente nós apenas navegar e caçar peixe ao longo dos recifes. Recifes escuros e ricos como a selva, forjados a partir do mesmo basalto vulcânico que a ilha é construída sobre.

Quando o inchaço sobe de novo, vamos para o Ponto de Radiação ao norte de Santana, onde George e Rarick encontraram o lado direito que viria a definir o potencial de surf de São Tomé. A estrada alcatroada desintegra-se mais perto que chegamos, até que nós estamos batendo ao longo de uma trilha rutted onde casas de tábuas de madeira mentir esmagado uns contra os outros, empilhados em um assentamento que corre para o mar. A estrada ruim nos obriga a dirigir lentamente, a poucos quilômetros por hora. Um fluxo de crianças correr para fora as casas como passamos por, empurrando seus skates caseiros atrás do carro.
Quando chegamos a uma parada, eles se reúnem em volta, mostrando-nos as tábuas. O convés do ‘carro rolante’ ou trote é um bloco de madeira unido a caminhões feitos de ramos suavizados. Rolamentos de roda antigos foram montados em cada extremidade do ramo, que deve ser cuidadosamente selecionado: muito fino eo ramo se encaixará ou as rodas improvisadas se moverão. Muito grosso, e as rodas não serão capazes de girar em torno dos caminhões de madeira.
As crianças guincham com gargalhadas, enquanto Beyrick e William dão um jeito de ir às tábuas, sacudindo-se rigidamente de um lado para o outro na estrada. “Oleo, oleo!”, Grita um menininho, não mais de oito anos. Ele chicoteia uma pequena garrafa de plástico em seus shorts e pega uma das tábuas, apertando algumas gotas de óleo de motor usado nos rolamentos, depois vira-o e patins habilmente rodada em círculos, as rodas de aço martelando o chão alto.
O ponto da radiação começa seu nome do farol de rádio imponente que domina a península e senta-se empoleirado em terra subdesenvolvida do governo. Nós pato debaixo de uma cerca dilapidado e fazer a caminhada de 20 minutos através grama amarela alta a cor de trigo, pegando vislumbres da onda até chegarmos à costa.
“Não, não!”, Grita um dos surfistas locais quando começamos a caminhar sobre as pedras para remar. Ele aponta para uma massa gorda de ouriços encravados entre as pedras, então movimentos para nós segui-lo para um barranco onde deslizamos facilmente em águas mais profundas.
Um punhado de surfistas de São Tomé e Príncipe estão no backline, montando pranchas de mão-me-down, algumas sem barbatanas que ainda conseguem rasgar com graça. A onda corre por uma centena de metros do exterior para o interior, um bolso suave que acomoda noserides tanto como grandes voltas, muito parecido com uma versão Africano de Malibu.
“Como é bom isso?”, Diz John, varrendo a mão para indicar as ondas, a baía, toda a ilha.




 

De volta à água em Santana, Jéjé nos diz surfistas de sua aldeia e Ponto de Radiação raramente surfam juntos. A longa caminhada de uma hora e meia entre os dois pontos torna difícil. Nenhum deles tem carro. Mas quando um deles faz a caminhada, os surfistas locais são alimentados para ver uns aos outros.
“Não há muitos surfistas em São Tomé”, diz. “O surf moderno está apenas começando aqui. Nós nos vemos, aprendemos juntos.
Um jogo rola dentro e Beyrick descola, compete abaixo da linha e lança um ar do frontside. Jéjé solta um ruidoso grito antes de acariciar a próxima onda e tenta um enorme alley-oop, quase pousando-o, mas ele vem unstuck nos apartamentos.
As crianças no interior vão selvagens como eles vêem este tit-for-tat unfold, em seguida, voltar a bellyboarding as reformas. Mas um deles começa a empurrar mais adiante, com os olhos fixos em Jéjé e Beyrick. Seus pequenos braços batem com força, as pernas chutando as costas de seu tambua de madeira, à medida que o passado e o presente se aproximam.




Carve Magazine Issue 175


Palavras de Will Bendix | Fotos por Greg Ewing | Vídeo Dane Staples

São Tomé e Príncipe – Viagem num destino ainda por descobrir

Uma viagem que é um regresso ao passado, num país onde a vida corre sem pressa, onde tudo se vai fazendo sem se pensar muito no amanhã. Os olhos estão postos neste destino tropical onde está quase tudo por fazer, por descobrir e por sonhar.

São Tomé

Embora ainda não passasse das quatro da tarde, o Sol já ia baixo quando aterrámos em São Tomé. Num instante ficou de noite. Foi o tempo de jantar, beber uma cerveja local no bar, conversar e sentir o eterno verão: manga curta, calor que faz custar a respirar, ver um céu impressionante pintado pelas estrelas. A música de fundo ia tocando baixinho. Era sobretudo kizomba, estilo comercial com batida contagiante. A música liga as pessoas, seja em que parte do mundo for. Não foi preciso muito até todos os presentes começarem a bater o pé.

Foi um regresso ao passado, depois de uma experiência de voluntariado na ilha do Príncipe. Foi como voltar a casa, quando o bafo do calor nos apanhou sem surpresa à saída do avião. É sentir que se está demasiado ligado ao segundo país mais pequeno de África, à sua natureza incrível e, sobretudo, à simpatia das pessoas, aos sorrisos dos mais velhos que ainda guardam memórias dos anos coloniais, à inocência das crianças que brincam na rua, aos jovens adultos que vivem o sonho de conseguir estudar em Portugal.

O dia seguinte começa muito cedo, às seis da manhã, já com sol e calor. Numa carrinha de nove lugares partimos à descoberta do Sul. À saída da cidade, a primeira paragem: praia Melão e a sua comunidade piscatória à beira da estrada. Na areia, as pirogas estão apontadas para o mar e os homens trabalham as redes. Do lado de lá da via, numa casa de madeira, há tempo para uma conversa com o senhor Estêvão. De pé, e agarrado à sua velha máquina de costura, fala sem desviar o olhar de cada linha de pontos que traça. As motos chinesas a quatro tempos e as carrinhas de caixa aberta a transportarem pessoas e animais vão passando entre nós e a praia.

Costureiro há vinte anos, está atarefado a terminar uma encomenda grande de uniformes. «Nos últimos meses não tenho tido mãos a medir», diz sorridente e a olhar-nos pelo canto do olho. Mais uma linha de pontos para outro lado. Ao fundo, no areal, andam uns miúdos a brincar com uma pequena e improvisada embarcação à vela. O pouco vento que sopra no pano esticado faz aqueles três velejarem, entre uns bordos junto à areia, mostrando como se fazia a alguns curiosos que os fotografam. É o tempo de mais umas calças serem feitas pelo senhor Estêvão.

São Tomé e Príncipe está cada vez mais na moda, mas ainda longe do seu enorme potencial.

Voltamos a parar, desta vez em Santana, uma comunidade maior face à realidade do país, mas, ainda assim, onde toda a gente se conhece – como é costume. Perguntamos por um rapaz que se chama Edu. Era a indicação que nos tinham dado se fôssemos a Santana. «Edu? Não conheço. Espera um pouco», diz o guia. Enquanto se tiram fotografias à baía rochosa em frente, lá está ele.

Edu Guerra tem 21 anos e é um dos surfistas da ilha, assim como o amigo Hamilton Neves, de 19, que se rendeu ao bodyboard. São cerca de vinte os que praticam estas modalidades na ilha. Quando, há oito anos, viram pela primeira vez um português a apanhar umas ondas em Santana, eram miúdos e também queriam experimentar. «Resolvemos entrar na água com tábuas de madeira e fazíamos bodyboard», conta Edu enquanto gesticula com as mãos, imitando os movimentos das ondas. Esse português ajudou-os a fazer pranchas maiores e, trabalhando a madeira, conseguiram uma tábua com melhor aspeto: pesadas, umas bicudas, outras mais arredondadas. Os anos passaram e cada vez mais portugueses apareciam a dedicar-se à modalidade, proporcionando competições entre os rapazes e trazendo de Portugal material de melhor qualidade.

Edu não quer ser profissional, mas quando sai das aulas espreita o mar e se houver condições vai buscar a prancha. Agora que terminou o 12º ano tem mais tempo, mas o que gostava mesmo era de estudar Biologia ou Educação Física e Nutrição. Vai tentar candidatar-se a uma bolsa para estudar em Portugal. Tem saudades do português que o iniciou no surf e que viveu seis anos em São Tomé. «Vamos tirar uma fotografia juntos para enviar a esse português», dizemos-lhe. Foi ele, Pedro, quem nos deu a indicação de procurar por Edu em Santana.

A cada encontro inesperado, vamos tendo a certeza que são as pessoas que mais nos marcam nestas ilhas. O caminho pela estrada continua. Sentados na parte de trás da carrinha, com a janela entreaberta, admiramos o que se vê passar. E apetece parar em cada uma das barracas de fruta para ouvir mais histórias. As buzinas das motos que nos ultrapassam, crianças a correr na berma, calor, kizomba no rádio, mulheres que levam alguidares na cabeça e seus vestidos coloridos. É um dia normal em São Tomé.

Saindo da cidade, é o verde quem manda na ilha. E a tranquilidade está sempre presente.

À medida que nos dirigimos para sul, os arredores da cidade começam a ser trocados pelo verde. Quando o guia encosta a carrinha pouco à frente de uma ponte, a tonalidade é outra. Passam a ser muitas, vestidas e manuseadas pelas mulheres que lavam a roupa no rio Abade, nascido nos picos de São Tomé e desaguado na praia de Água Izé. Debruçados no muro de proteção lateral da ponte, admiramos aquela rotina, realidade de um país pobre financeiramente, mas rico na simplicidade.

São mulheres de todas as idades que esfregam a roupa na pedra. Ensaboam, mergulham na água e, com ou sem bebé às costas, há quem cante para se animar. Dolores é uma delas. Está mais à frente, sozinha, com água até aos joelhos e de volta da roupa da família. Conta que vai lá todos os dias: «Venho às seis e às doze acabo.» Carrega no corpo umas décadas valentes, suficientes para ter memórias do seu país antes da independência, em julho de 1975.

O cacau era o petróleo de São Tomé. O país chegou a ser o maior exportador do mundo, mas parou no tempo e hoje visita-se o que resta das roças, como Água Izé, a um minuto do rio. Dá para imaginar como terá sido: senzalas alinhadas, armazéns onde fermentava e secava o cacau, peças de maquinaria ferrugentas caídas e praticamente engolidas pela vegetação, a casa grande dos patrões e o enorme hospital de dois pisos a desfazer-se, que é hoje palco para brincadeiras de criança. Também se tropeça na linha férrea quase desaparecida, por onde o cacau já seco e dentro dos sacos era transportado até ao pontão e daí para os navios.

Tudo começou em 1822, quando os primeiros cacaueiros trazidos do Brasil foram mandados plantar naquela roça por João Maria de Sousa Almeida, o barão de Água Izé. Os colonos portugueses encontraram as condições naturais ideais, trouxeram a mão-de-obra escrava e tornaram esta produção agrícola na principal do país, acima do café.

No segundo país mais pequeno de África vivem cerca de 180 mil habitantes distribuídos por duas ilhas.

Saímos da carrinha para visitar um dos locais onde a pouca produção resiste ao tempo. Crianças curiosas aparecem a correr. Há vários armazéns de teto e portas altas. Num deles está Germino. Todos os dias está ali, desde 1980. Mostra os cantos à casa e explica o processo do cacau: do campo vem o interior do fruto, uma goma branca e com cheiro intenso. Ali passa por várias fases de fermentação em tabuleiros que escondem a luz do dia, «para não perder a qualidade», até ficar rijo. Só depois é posto ao sol a secar em estufa durante oito a doze dias.

Germino leva-nos a todas as divisões. E sorri enquanto mostra como se separa o grão: «Escolho o bom e o mau, um a um». Daquele monte de grãos, seleciona para um balde os que se aproveitam, para depois serem embalados, pesados e transportados para o porto. «É exportado para Portugal. É a informação que temos. Não sei do preço. Isso é negócio do patrão.»

 

Ilha do Príncipe

Vamos numa pequena avioneta de 18 lugares. A sensação é de adrenalina. O som da hélice abafa as conversas e os passageiros estão encostados às janelas. Tentam não pensar no pior, não sabem que estão a descolar para um dos locais mais especiais do mundo. O Príncipe não é uma ilha qualquer, não é um destino turístico nem um apêndice de São Tomé. Deixa um sentimento marcado e difícil de explicar em quem lá vai. Trinta minutos depois, o que se começa a avistar é o mesmo que os navegadores portugueses viram há 545 anos. Só muda a perspetiva. Tudo está tal e qual: verde, virgem e montanhoso. O primeiro impacto é o de um cenário misterioso, escondido por algumas nuvens baixas. Ao longe vê-se um arranhão comprido na paisagem, a pista.

Depois de lá se ter passado um mês, a sensação é a de voltar a casa. Cruzamo-nos com um e outro conhecido, há sempre um cheiro inconfundível. No Príncipe, ainda que nos últimos anos tenha havido algum avanço, tudo continua muito genuíno. Não há operadores turísticos à saída da casinha do aeroporto, não há autocarros para a cidade de Santo António – designada como a mais pequena do mundo –, nem filas de táxis. Só umas motos e alguns curiosos. Quem já vem com a reserva feita para um dos poucos alojamentos tem a carrinha à espera. Se não for o caso, a situação resolve-se. Tudo se resolve no Príncipe.

Saímos do aeroporto na direção oposta à cidade. Pelo caminho de terra batida, os ziguezagues, a cortar a densa vegetação que esconde o céu, estamos no único carro a fazer o trajeto. Cruzamo-nos com algumas crianças a brincar na berma. Há uma dúzia de casas e outra de habitantes. Apenas 4% da população do país vive no Príncipe – pouco mais de sete mil habitantes.

A atribuição do estatuto de Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO a todo o território da ilha, em 2012, depois de um longo processo de candidatura e esforços para merecer a distinção, teve um impacto enorme de sensibilização na população. O trabalho junto das comunidades é diário e as áreas de atuação das equipas não se prendem só com a natureza e conservação, mas também com as pessoas e com o uso controlado dos recursos. Tudo em nome do desenvolvimento sustentável.

Apenas 4% da população do país vive no Príncipe, pouco mais de sete mil habitantes.

A Reserva, como património imaterial, pertence ao governo e tem uma equipa local que garante o cumprimento dos objetivos muito rigorosos, à qual se junta o apoio de Estrela Matilde, portuguesa de 31 anos que há mais de quatro não consegue largar o Príncipe. Trabalha na Fundação Príncipe Trust, organização sem fins lucrativos concentrada na conservação da natureza e pertencente ao projeto HBD (Here Be Dragons). Como bióloga, conta que este «é um lugar extraordinário» para trabalhar. Poder ver espécies que só lá existem, explorar habitats únicos com mais de 31 milhões de anos e tentar perceber como é que lá chegaram e evoluíram são os seus desafios principais.

Os projetos que Estrela conduz têm sido alvo de notícias internacionais e a ilha tomada como uma referência no que respeita aos cuidados ambientais. Exemplo disso é a recolha de garrafas de plástico – ao recolher cinquenta, cada pessoa recebe uma garrafa reutilizável de aço. Desde 2014, a Fundação já conseguiu recolher mais de 370 mil, entregando cerca de 7500. Numa ilha com pouco mais de sete mil habitantes, são números surpreendentes. Sempre que há uma recolha anunciada, a fila cresce e cresce, dando a volta à pequena praça da cidade. Todos querem levar uma garrafa da Reserva para casa, mas a maior ambição é ajudar na limpeza e, dessa forma, contribuir para a preservação do estatuto atribuído pela UNESCO.

É isso que enche Estrela de orgulho: ouvir músicas locais com letras sobre a biosfera, ver crianças a jogar sobre a biosfera, conseguir mobilizar toda a ilha para limpar o plástico ou para correr numa maratona em prol da Reserva. Para esta alentejana-principana, «é um orgulho desmedido fazer parte da ilha e da história que o Príncipe está a criar». No entanto, diz que viver nesta «Gaiola Dourada» nem sempre é fácil, mas que são as pessoas que fazem que não queira ir embora.

Há, portanto, um «vírus contagiante» que se apanha no Príncipe e que deixa todos rendidos. O mesmo aconteceu com Mark Shuttleworth, sul-africano e milionário que se apaixonou pela ilha e quis desenvolvê-la através do turismo sustentável. Assim nasceu o projeto HBD, onde os investimentos ultrapassam os 150 milhões de euros e poderão ter retorno daqui a cinquenta ou sessenta anos. Para além de empregar professores, agricultores, funcionários de hotelaria, ter aumentado o aeroporto, ser proprietária do Bom Bom Resort, a HBD tem vários projetos em desenvolvimento, como a recuperação de roças degradadas para transformá-las em pousadas ou hotéis coloniais e voltar a produzir cacau, café, ananás ou baunilha. É assim nas roças Paciência e Sundy. Assim como dois pequenos novos resorts: um na praia Macaco e outro nas praias Sundy e Margarida. A roça Sundy é a maior da ilha e foi a mais importante nos anos coloniais. No entanto, o papel que lhe está atribuído não ficou por aí. Está para sempre ligada à Física e ao que revolucionou na história da humanidade.

Não é esse o impacto que se tem quando se chega. Primeiro são as antigas casas dos trabalhadores, o hospital degradado, a casa dos patrões – a família real portuguesa –, a linha férrea, a pequena fortificação e a capela. A Física vem depois, ou até só para os mais curiosos, com uma pequena placa que conta que ali a teoria da relatividade foi provada. Exato, na ilha do Príncipe, mais concretamente na roça Sundy, quando Arthur Eddington, astrofísico inglês, durante um eclipse solar a 29 de maio de 1919, confirmou os cálculos de Albert Einstein.

O caminho até à roça Sundy vale a pena. Faz-se por uma estrada de terra batida pintada de um laranja quase vermelho e que rasga a floresta. Queríamos encontrar o caminho para uma praia que diziam ser uma das mais espetaculares: a Margarida. Depois da boleia, a indicação que tínhamos era que, estando na roça, havia um trilho para seguir a pé. Perguntamos o caminho a um grupo de rapazes que joga à bola. O mais velho responde que nos íamos perder. Chama-se Jemilson e faz questão de nos acompanhar. Tem 18 anos, fala pouco e estuda na cidade.

Bom Bom Resort, Ilha do Príncipe

Até à praia são 45 minutos por um trilho já gasto e à sombra de árvores que uma só pessoa não consegue abraçar. Pelo caminho explica algumas curiosidades sobre os frutos, fala sobre a vida no Príncipe. Conta que nos últimos dias tem ido a pé para a escola, duas horas de caminho. Não há transporte escolar por falta de combustível. O Príncipe tem de gerir a energia que vem de São Tomé.

O barco que parte da ilha maior traz combustível, carga, animais, mantimentos para os supermercados e algumas pessoas. Só parte semanalmente da outra ilha quando está cheio. E muitas vezes demora, também pelo mau tempo ou por avarias. Naquela semana já pouca ou nenhuma energia havia.

As palavras faltam quando se chega à praia Margarida. Areia dourada, palmeiras quase a cair na água transparente e céu limpo. Um homem, de pé na ponta das rochas, pesca o almoço para o resto da família no areal. Jemilson pede-lhe emprestada a catana, trepa a um coqueiro e, lá de cima, começa a deixar cair cocos. Um para cada pessoa que estava na praia. Deu para matar a sede e trincar qualquer coisa. No regresso à Sundy, outra caminhada de uma hora a subir, diz que o seu sonho é ser jogador de futebol profissional. Rimo-nos a discutir qual era o melhor clube português, vermelho ou verde, e quem era o melhor jogador do mundo – Ronaldo ou Messi. É difícil acompanhar-lhe o ritmo.

Chegamos ao ponto de partida agradecidos pela atitude do Jemilson, que não lhe passa sequer pela cabeça pedir alguma coisa em troca. Damos um abraço, prometemos que não esqueceremos o momento. A cada encontro inesperado, vamos tendo a certeza que são as pessoas que mais nos marcam nestas ilhas.



Dicas de viagem

Moeda: 1 euro – 24.500 dobras STD
Fuso horário: GMT
Idioma: Português
Quando ir: o clima é tropical e húmido, estando sempre quente. A gravana ocorre entre junho e agosto, quando o tempo é mais seco, havendo menor precipitação e as temperaturas são mais baixas. A estação da chuva vai de outubro e a maio, o calor, independentemente da hora, do dia e da noite, é sempre elevado.

Informações

É aconselhável ir à Consulta do Viajante para saber as vacinas e cuidados de saúde a ter antes, durante e após a viagem. Consultar a Embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa sobre eventual necessidade de visto, dependendo do tempo de permanência. A taxa turística à saída de São Tomé no aeroporto tem um custo de 20 euros.

 

Ir

A TAP tem três voos semanais com escala em Acra, no Gana, e preços a partir de 780 euros. Voar de São Tomé para o Príncipe custa cerca de 100 euros.

Dormir

SÃO TOMÉ

Pestana São Tomé
Único hotel de cinco estrelas da ilha, a dez minutos a pé do centro. Tem 115 quartos, piscina, ginásio, spa, discoteca, casino e restaurante tradicional e buffet.
Av. Marginal 12 de Julho, 851
Tel.: (+239) 2244 503
Quarto duplo a partir de 142 euros
pestana.com

Omali Lodge São Tomé
Hotel renovado com serviço de alta qualidade. Tem 30 quartos e suites e restaurante afamado em São Tomé. A 5 minutos do aeroporto, frente à marginal da praia Lagarto.
Praia do Lagarto, São Tomé
Tel.: (+239) 222 2350
Quarto duplo a partir de 207 euros
omalilodge.com

Club Santana Beach & Resort
A 15 quilómetros da cidade. Opção indicada para quem vai em família. Tem praia privativa, restaurante e piscina sobre a baía, 31 bungalows – standard ou suite.
Praia Messias Alves, Santana
Tel.: (+239) 224 2400
Bungalow a partir de 185 euros
clubsantana.com

ILHA DO PRÍNCIPE

Bom Bom Island Resort
São 19 bungalows em duas praias paradisíacas e desertas com uma piscina pelo meio. A mais recente novidade é o centro de massagens. Rúben Fortuna – responsável pelas atividades turísticas – poderá organizar passeios de jipe com paragens nas roças, de barco até outras praias, observação de baleias, mergulho, snorkelling. caiaques e pranchas para paddle.
Bom Bom, Ilha do Príncipe
Tel.: (+239) 225 1114
Bungalow duplo a partir de 350 euros
bombomprincipe.com

Comer

SÃO TOMÉ

Dona Teté
Local obrigatório para provar os sabores tradicionais. Destaque para o peixe fresco e bem grelhado. O restaurante é ao ar livre, tendo também uma zona com um telheiro. O jantar ronda os 10 euros. Fica muito perto do hotel Pestana e da discoteca Pirata.
Tel.: +239 990 4353
facebook.com/restaurantedonatete

Roça de São João
A roça de João Carlos Silva é uma sugestão para provar pratos que combinam sabores tradicionais com a criatividade do chef. Menus de degustação por 15 euros.
São João dos Angolares, São Tomé
Tel.: (+239) 991 1069
facebook.com/rocasaojoao

Casa-Museu Almada Negreiros
O intelectual nasceu em São Tomé e Príncipe em 1893, tendo vivido nesta roça, que foi transformada em casa-museu e restaurante. Vista impressionante sobre o verde, com artesanato à venda e comida saborosa para provar.
Roça Saudade, Monte Café
Tel.: (+239) 991 9172

ILHA DO PRÍNCIPE

Associação Cultural Rosa Pão
Só com reserva, como em qualquer cantinho da cidade de Santo António. É para muitos o melhor restaurante da ilha. Dona Rosita está sempre pronta para tratar bem quem for por bem, num espaço pequeno e simples ao lado da Rádio Regional do Príncipe.

Mira Rio
Único café da cidade. Serve refeições leves e é, também, um dos poucos sítios onde há wi-fi.


Texto de Nuno Mota Gomes
Fotografias de Fernando Marques

Fonte: http://www.voltaaomundo.pt/2017/01/06/sao-tome-e-principe-onde-o-tempo-parou-e-nao-avisou/

São Tomé e Príncipe: As ilhas de chocolate

Uma vez que o maior produtor mundial de cacau, as ilhas Africano estão finalmente vivendo até seu apelido novamente
Meu nome é Mark e eu sou um chocoholic. Na verdade, eu sou tão viciado minhas endorfinas mexer no mais fraco sopro de uma plantação de cacau.

Assim, visitar o estado de duas ilhas de São Tomé e Príncipe (ao largo da costa da África equatorial ocidental) faz o meu pulso acelerar. Porque em 1913, o segundo maior país da África foi o maior produtor mundial de cacau. Eles foram apelidados de “Ilhas de Chocolate”.

Sob o domínio colonial português, a produção foi organizada em roças. Após a independência, em 1975, a falta de investimento e o colapso dos preços globais fizeram com que o auge de São Tomé se dissolvesse lentamente.

Hoje, as roças encontram-se em ruínas atmosféricas. Na Roça Porto Real, na Ilha do Principado, o guia de 62 anos, João Catarina Lopes, os recorda bem. Já a selva recuperou o antigo hospital de Porto Real, enquanto as árvores empalham o telhado de uma casa de plantação onde os vigilantes portugueses espionavam a sua força de trabalho.

“As roças eram pequenas cidades”, explica João. “Eles tinham escolas e hospitais para os trabalhadores, mas estes foram apenas para impressionar estranhos. Eles eram pouco mais que escravos “, ele suspira.

Nos últimos tempos, no entanto, o renascimento da indústria de cacau de São Tomé e Príncipe tem vindo a ganhar força. Na Ilha do Principado, o bilionário de TI da África do Sul e o grupo HBD do astronauta Mark Shuttleworth têm investido em turismo sustentável e agrícola.

No seu Bom Bom Island Resort, tomo café da manhã em cima de muesli tropical salpicado com suculentas sementes de cacau e um rico nutella-como propagação concentrada de cacau local.

Eles são fabricados na concessão Rocha Paciência da HBD, onde a produção de cacau está sendo restabelecida juntamente com as lavouras de baunilha e pimenta.

O supervisor da fazenda Arlinda Pereira Antonio me disse que nasceu nesta roça há 52 anos e que a plantação remonta a 500 anos.

Ele abre uma casca de cacau madura para mim. Pego a carne branca escorregadia da vagem. É deliciosamente perfumado e casaco doce os feijões de cacau ligeiramente amargo.

Eu tenho um passo adiante para aliviar meus desejos, graças a Claudio Corallo – um italiano conhecido como o “King of West African Chocolate”. Ele é um dos poucos chocolatiers de feijão-a-bar que trabalham na África, ao invés de exportar o cacau para a Europa, onde tanto o produto final como o lucro real são feitos.

A colina de Cláudio, a Roça Terreiro Velha, no Principado, tem vista para o Atlântico, perto de colinas vulcânicas escuras que se assemelham a cacos de ovo de Páscoa esmagado. Ele está actualmente de volta em sua Itália natal recebendo um prémio internacional por seu chocolate, então seu funcionário, Acácio, me mostra.

Alguns dos fermentos da cultura de cacau em caixas de madeira e em um secador de laje de pedra aquecida a partir de baixo como um hypercaust romano, milhares de feijão estão secando.

Pego um punhado. Divindade. Mesmo em seu estado não processado, um rico sabor de chocolate explode.

“Então o chocolate de Claudio é feito aqui?” Eu peço com esperança. “Não, os grãos são enviados para São Tomé para a fábrica de chocolate de Claudio”, diz Acacio.

Desesperado por um conserto, vôo para Cidade de São Tome  no dia seguinte. Fábrica de Cláudio está localizado em uma avenida do oceano, onde as mulheres vendem atum alba-cora de baldes.

O exilado português Catarina Sousa leva-me a um passeio oferecido três vezes por semana aos visitantes. O aroma interior é inebriante. Bliss do chocolate. Os trabalhadores revestidos de branco misturam as cubas gloopy da ambrosia líquida escura antes que seja solidified e empacotado para a exportação.

Gostaria de experimentar um pouco, diz Catarina, possivelmente percebendo minha baba babado a puro chocolate aromatizado com laranja, café arábica e gengibre?

Yum, o bar de cacau 100% é um concerto de escuridão, aveludado, e notas agridoce. Eu gosto de terra vulcânica terrosa, sol doce Africano e, espero, um futuro mais brilhante, de inspiração de chocolate para estas ilhas celestes, após décadas de negligência.
Por Mark Stratton
Tradução: natgeotraveller.co.uk

10 razões para fazer turismo em São Tomé e Príncipe

Podíamos apresentar muitas razões para fazer turismo em São Tomé e Príncipe, mas apresentamos 10 das que nos parecem mais importantes para o viajante que gosta de natureza e de descobrir novos destinos.




1- Custos: Para o viajante ocidental São Tomé e príncipe é um destino muito atractivo a nível de preços de alojamento, refeições, artesanato local, viagens internas, etc.

2- Belezas naturais: São Tomé e Príncipe é um país de rara beleza, como testemunham todos os que nos visitam. Das praias às paisagens do interior, da selva tropical, à savana, passando por cascatas, árvores gigantescas, rios e lagoas, São Tomé e Príncipe é um país onde somos sempre tocados pela beleza, pela imponência e pela natureza.

© Hotel Pestana & Resorts

3- Simpatia das suas gentes: – O povo de São Tomé e Príncipe é naturalmente simpático e pacífico, gostando de receber bem os visitantes e de partilhar com eles saberes, culturas e tradições. Desde as crianças aos mais velhos, há sempre um sorriso, um cumprimento, uma simpatia. Como nós dizemos, São Tomé e Príncipe é leve-leve.
Turismo São Tomé

© Bernardo Conde Photography

4- Fauna: São Tomé e Príncipe é um dos países do mundo com maior número de espécies endémicas o que, num país de pequena dimensão, é verdadeiramente notável. Aqui o viajante encontrará espécimes que não verá em nenhuma outra parte do mundo. Uma aventura para os amantes da natureza, da fotografia e dos passeios pedestres.

© saotomerpincipe.co.uk

5- Flora: Tal como no relativo à fauna, a flora de São Tomé e Príncipe é também muito rica em espécies endémicas, algumas de rara beleza. Um bom guia turístico ajudá-lo-á a descobri-las.

© google.st

6– Gastronomia: A gastronomia de São Tomé e Príncipe, misturando habilmente sabores e técnicas europeias e africanas, é bastante interessante e apaladada. Os amantes de peixe e de produtos do mar, assim como os apreciadores de frutos e vegetais, encontrarão aqui motivos para apreciarem a boa mesa santomense.

© google.st

7- Praias: São Tomé e Príncipe proporciona praias muito diversas, algumas de areia negra, outras de areia branca, locais sem ondas, outros com ondas e propícios para o surf, excelentes locais de mergulho e observação subaquática, sítios paradisíacos, alguns quase desertos. A temperatura das águas é fantástica durante todo o ano.

© Bernardo Conde Photography

8- Diversidade: Entre mar e montanhas, cidade e campo, floresta tropical e savana, selva virgem e roças, entre a ilha de São Tomé e a ilha do Príncipe, diversidade é uma característica do arquipélago.

© Inês Gonçalves Photography

9- Segurança: São Tomé e Príncipe é um país seguro e tranquilo onde o turista pode andar e passear sem correr riscos, seja de noite, seja de dia. A população é afável e pacífica.

© Bruno Correia

10- Desenhe uma viagem ao seu gosto e à sua medida: Esta é, também, uma das razões para uma viagem a São Tomé e Príncipe. Com a nossa ajuda poderá desenhar a sua própria viagem, percursos e interesses pois tudo faremos para concretizar os seus desejos. Poderemos igualmente ir buscá-lo e levá-lo ao aeroporto, tal como poderemos providenciar-lhe transporte seguro e confortável. Seja em São Tomé, seja no Príncipe, poderemos guiá-lo durante a sua estadia, mostrando os verdadeiros segredos e maravilhas destas ilhas.

De: “Cau”