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Guia do que não perder em São Tomé e Príncipe

Com roças e praias sem fim, cheiro a café e sabor a cacau, as ilhas de São Tomé e Príncipe guardam vários encantos. Do mar de peixe maravilhoso às florestas densas, nove sugestões a não perder.

Ilhas lindas, de roças e praias sem fim. Com cheiro a café e sabor a cacau, mar de peixe maravilhoso e florestas densas de verdes únicos. São Tomé e Príncipe de criançada a correr, de gargalhada fácil, de povo simples de sorriso inteiro. Ilhas de banana e fruta-pão, de coqueirais e de história nossa, o cenário perfeito para uns dias entre mergulhos e passeios. Aqui fica o roteiro do que não pode mesmo perder nas duas ilhas.

Em São Tomé

Uma praia

A Praia Inhame, no Sul de São Tomé, mesmo em frente ao lhéu das Rolas, é uma das praias bonitas da ilha. Tem um lodge, um restaurante com bom peixe e um projeto de preservação das tartarugas marinhas. Nesta praia pode também alugar um barco para ir até às Rolas, a travessia demora cerca de 15 minutos.

 

 

Um lodge

O Mucumbli fica na Ponta Figo, na costa Oeste, e é um dos melhores alojamentos da ilha. Tem uma dúzia de cabaninhas no topo de uma falésia, todas com uma vista única, e ainda uma praia semi-privada e um restaurante de comida biológica.

Um restaurante

Na Roça São João dos Angolares tem oportunidade de provar as melhores iguarias de São Tomé e Príncipe recriadas pelas mãos do chefe João Carlos Silva. Cada almoço de degustação conta com meia dúzia de entradas, um prato e uma sobremesa e custa 20 euros por pessoa. O repasto é único e a vista da roça também. Reservas obrigatórias através da página de Facebook.

Um dia bem passado

Procure o Club Santana, um resort 15 quilómetros a Sul da cidade de São Tomé. Não é preciso ficar hospedado para poder passar lá o dia. Quem não for hóspede pode pagar um bilhete de entrada e usufruir da praia, da piscina e do restaurante à beira-mar. É o sítio ideal para passar um dia entre o mar e a espreguiçadeira. O preço do bilhete — 10 euros por pessoa — pode ser descontado em consumos no restaurante ou no bar.


Um sítio para beber um copo

Mais perto do centro, junto à praia e com vista para a mesma, fica o “Pirata”. Restaurante bem enquadrado, decorado e com boa confecção. Por vezes, no fim de semana e feriados, tem música ao vivo e muita animação..

 

Uma roça

Há muitas roças em São Tomé, mas a Roça da Boa Entrada é das que têm melhor energia. Talvez por ainda conservar lá dentro uma escola e não faltarem crianças a correr ao encontro de quem chega. Resista à tentação de distribuir doces. Se quiser dar alguma coisa, dê roupa ou material escolar a uma instituição local que depois fará a distribuição dos bens da melhor forma.

Na Ilha do Príncipe

Uma praia

A Praia Banana é considerada a mais bonita da ilha e é fácil perceber porquê. Cá em cima, do alto da Roça Belo Monte, a vista sobre o mar turquesa e a vegetação é soberba. Lá em baixo, o areal branco e as águas transparentes confirmam o cenário.

 

Um hotel

O Belo Monte Hotel, uma antiga roça restaurada e convertida num hotel de charme. Um espaço lindo que nos transporta para outro tempo, onde os quartos são soberbos e o atendimento de uma simpatia única. Quarto duplo a partir de 260 euros com pequeno almoço e jantar incluídos.

Uma roça

A Roça do Terreiro Velho é a única da ilha onde existe produção de cacau. É daqui que vêm os fantásticos chocolates Claudio Corallo e que se tem — não nos cansamos de escrevê-lo — a vista mais bonita da ilha.

Saiba mais:

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Como ir

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Créditos com adaptação: Observador.pt | Catarina Serra Lopes | Jacques Le Roux | Dário Paraíso | Cruza Mundos | Bruno Correia

Carlos Max Horta – “Cau” – Guia Turístico

Nascido na ilha do Príncipe, residente na ilha de São Tomé, Carlos Max Horta trabalha na área do turismo há uma dezena de anos e é, em qualquer das ilhas, o guia ideal para lhe proporcionar momentos verdadeiramente inesquecíveis na descoberta dos segredos mais bem guardados do arquipélago.

Praia Santa Rita, na Ilha do Príncipe, ©Daniel Rocha

Cau, como é familiarmente tratado por clientes e amigos, é um apaixonado pelo seu país natal e pretende partilhar consigo essa paixão. Tendo crescido numa roça na ilha do Príncipe, Cau convive desde criança com as plantas e os animais nativos, as espécies únicas e endémicas, aprendeu a conhecer-lhes as características e os segredos, domina os seus usos, aplicações e ritmos sazonais.

Folha de Makabali, útil para limpar os dentes. ©Diana Relego

Profundo conhecedor do arquipélago, Cau pode desvendar-lhe os trilhos, os caminhos, os lugares, as gentes, seus usos, costumes e hospitalidade. Com ele o viajante pode desenhar os seus próprios programas, de modo totalmente flexível, podendo, por exemplo, misturar e combinar diferentes tipos de alojamento, de acampamentos na floresta a casas de hóspedes low-cost ou resorts de luxo.

Praia Piscina, São Tomé

O viajante é igualmente convidado a, no conforto e segurança de um Toyota 4×4, descobrir a arquitectura das antigas roças coloniais, almoçar ou pernoitar numa delas, nadar nas águas cristalinas da Lagoa Azul, aventurar-se num “duche” refrescante numa das maravilhosas cascatas de água doce que existem em São Tomé ou pisar a linha do equador, colocando um pé no hemisfério norte e, simultâneamente, outro no hemisfério sul.

Cau pode também acompanhá-lo e mostrar-lhe as belezas espectaculares da ilha do Príncipe e, por exemplo, mergulhar consigo à descoberta da incrível riqueza da sua fauna marinha ou, por outro lado, levá-lo a observar algumas das mais raras aves do mundo e revelar-lhe os seus hábitos e habitats.

Apesar da sua dimensão, São Tomé e Príncipe é um arquipélago de grande beleza, diversidade e riqueza natural e cultural. Com a ajuda de um guia profissional, conhecedor e apaixonado como Carlos Max Horta a sua estadia pode tornar-se muito mais rica e inesquecível.

O que dizem sobre Cau na imprensa:

“Sabe-a toda, cada planta com potencialidades medicinais ou utilitárias, e conta-nos pedaços da história da sua ilha equatorial e do seu país à medida que nos mostra aquela planta que substitui o sabão e que a avó usava nos tempos da crise, a outra que funciona como esfregão, ainda outra que é como lixa, o melhor ananás da vida, o coco fresco, as laranjas picantes. E, claro, a pimenta, o cacau, e mais uma planta boa para a diarreia, outra para as comichões, um chá para a febre, o trilho e as piadas. À medida que os pulmões e as pernas dão de si, descemos para mais uma praia maravilhosa, mais uma comunidade piscatória amistosa.”

No Público Joana Amaral Cardoso , Maio de 2014