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Carolina Patrocínio e Gonçalo Uva estão de férias em São Tomé e Príncipe

Não é segredo para ninguém que Carolina Patrocínio é uma forte adepta de exercício físico. A apresentadora treina todos os dias e , por isso, também não é de admirar que tenha um corpo escultural de fazer inveja.

Sempre que o rosto do Fama Show publica fotografias com pouca (ou quase nenhuma) roupa, são raros os fãs que ficam indiferentes à sua silhueta. De férias em São Tomé e Príncipe, a mulher de Gonçalo Uva tem partilhado várias imagens em biquíni que não são excepção a esta regra.

É neste «paraíso» que a apresentadora de 31 anos, se encontra por estes dias. Ao lado de Gonçalo Uva, de 34, e sem as filhas, Diana, de 4, Frederica, de 2, e Carolina, de oito meses, tem exibido a boa forma em que se encontra. Eles e elas não resistem a deixar elogios.

«Um dia ainda vou ter um rabo assim», afirma uma seguidora. «Quando for mãe de três quero ter um rabo assim», acrescenta outra. «A inspiração para todas as mulheres!» lê-se ainda. Há também quem brinque com o facto de não ter a silhueta da apresentadora da SIC: «O triste é que eu ainda não fui mãe e não sou assim!».

Férias de luxo
Casados desde julho de 2013, Carolina Patrocínio e Gonçalo Uva fazem questão de partilhar momentos a dois. Foi por isso que fizeram as malas e rumaram sem as filhas a São Tomé e Príncipe, onde vão permanecer durante uma semana.

A apresentadora da SIC e o marido estão alojados no Sundy Praia Lodge, resort de cinco estrelas onde o alojamento para duas pessoas custa qualquer coisa como 755 euros por noite (mínimo).

À sua disposição, o casal tem todas as comodidades, como acesso rápido e gratuito à Internet, ar condicionado e limpeza diária de quartos, entre outras.

Já no exterior, podem deliciar-se com «uma piscina de beiral infinito exterior que se funde perfeitamente com o Oceano Atlântico» e «serviço de transporte gratuito» em toda a propriedade, lê-se no site de reservas Booking.

Adeptos de desporto, Carolina e Gonçalo irão certamente divertir-se com atividades como mergulho, snorkelling, pesca, caiaque e canoagem.

Leia mais em: https://www.vip.pt/carolina-patrocinio-e-goncalo-uva-ferias-de-luxo-sem-filhas-quanto-pagam-por-noite-no-hotel-de-cinco

Voltei, mas fiquei lá!

Posted By : Maria Luís/ 1811 0


No mês de Agosto foi de quem labuta fortemente por outras terras. É o mês de matar as saudades, é o mês de as por a zero!

Só quem andou lá por fora sabe o que este retorno significa.

Eu lá andei. Não fiz uma emigração dura, mas também não fiz uma emigração relaxada. Mas fiz, sem duvida, uma emigração fantástica.

De certo modo a vida encarregou-se de me enviar para lá.

Jamais me imaginei a viver num sítio assim. Todos me davam o prazo de 3 meses até voltar com o rabinho entre as pernas.

É longe, é diferente, tem outra cor, tem outro calor. É São Tomé e Príncipe.

Como na maior parte das famílias, também eu tenho tios e tias que andaram por terras de África num outro tempo.

Confesso que as histórias sempre me fascinaram, mas nunca entendi a intensidade das palavras até ser eu própria a experienciá-las!

África dá-nos duas opções: ou se ama, ou se odeia.

Não se gosta mais ou menos, não se fica porque tem que ser.

A primeira vez que fui, foi de férias, já sabia que aquele era o meu destino num futuro próximo.

O primeiro impacto foi horrível. Um calor insuportável, o aeroporto era o caos! Havia dezenas e dezenas de miúdos que já me chamavam, que já sabiam quem eu era. Como é que era possível? Fui batizada ali mesmo de “Maria, a branca mulhé di Miguel”.

E pela cabeça só me passava “Ó meu Deus que eu não fui feita para isto. Bem me avisaram que vir para aqui com um bebé de 9 meses não era boa ideia…”

Nesse dia à noite decidi que regressava no próximo avião para Portugal. Mal eu sabia que só havia voo daí a uma semana!!

O calor continuava insuportável, não baixava nem de noite e, ouro sobre azul, faltava a luz de 5 em 5 minutos. Era a loucura.

Depois de descansar de uma viagem de 6 horas feita durante a noite, lá resolvi dar uma oportunidade à cidade.

Durante as três semanas que lá estive foi indiscutível que o amor por aquela gente e por aquela terra nasceu e cresceu. Regressei a Portugal e passados uns meses fiz as malas de vez e fui!

Não é fácil viver em São Tomé. A ideia que tive foi que andei 50 anos para trás sem sequer ter 40 de idade.

O ritmo de vida é feito de leve-leve que é como quem diz devagar, devagarinho.

 

Todas as faltas que existem, quer sejam lojas, boas farmácias ou só o simples facto de poder beber água da torneira, são colmatadas com a simpatia desmesurada do nosso vizinho, com as músicas que nos fazem bater o pé a qualquer momento, com os cheiros e sabores que se vão entranhando.

São roças sem fim cheias da nossa história, é o cheiro do café, a água de coco que sabe tão bem, é provar as iguarias da terra sob o olhar atento do amigo de lá, que se ri espontaneamente com a nossa reação.

São todas estas coisas boas que nos ajudam a superar a degradação do país que parou após a independência. Ruas esburacadas, estradas que se foram recompondo ao longo dos tempos, as roças infindáveis, deslumbrantes, cheias de encanto e que estão por um fio. As faltas de luz constantes, as baratas, osgas, formigas monstruosas… enfim um sem número de coisas!

Mas depois penso, se esta gente é tão feliz, porque é que eu hei-de andar aqui inconformada?

Ouvi muitas histórias boas sobre o tempo dos portugueses, muita gente me dizia que no tempo do branco é que era. Falei com muita gente mais velha. Umas vezes orgulhei-me outras, enrolei-me de vergonha. Nunca fui discriminada, pelo contrário sempre fui muito acarinhada. Aprendi muito, aprendi a viver sem o consumismo por exemplo. Fiz amigos para a vida que se riam de quando me coçava por causa dos mosquitos e ficava com a pele vermelha.

Em São Tomé andamos seguros e sem medo a qualquer hora do dia ou da noite!

De amanhã é a altura ideal para ir à fruta. As senhoras da fruta já me conhecem e com aquele sotaque aberto e a carregar nos “erres”, chamam-me: “Márrrrriiiaaaa, Ámiga, vem, tem do maracujá qui você gosta” E tinham sempre, as malandras sabiam que eu não resistia!

Depois lá apareciam os miúdos a pedirem umas dobras para sei-lá-para-quê.

O peixe aparece-nos à porta de casa, a fruta pão apanhamos no jardim e lá se faz uma refeição de bradar aos céus!

Infelizmente há coisas que não conseguimos contornar.

Se São Tomé é dos sítios melhores para se criar um filho, é também o sítio que me fez andar com o coração nas mãos várias vezes. Infelizmente o sistema de saúde é caótico. E foi isso que me fez ponderar o regresso.

O meu filho veio rijo que nem um pêro! Comeu muita terra, andou sempre de pé no chão, durante dois anos, entre idas e vindas, foi 100% Santomense.

Regressei também cheia de saudades para matar. Das primeiras coisas que fiz foi pegar no carro e ir pela autoestrada, até Coimbra a cortar o céu azul que só nós temos.

Voltei, mas vos garanto que parte do meu coração ficou lá!!

Maria Luís – Autora do blog Hortelã Pimenta www.hortelapimentaoblog.blogspot.pt | www.facebook.com/hortpim

Texto escrito para a plataforma Bairradahttps://www.facebook.com/bairrada.portugal | http://bairrada.com.pt/shop/index.php