Setembro 2017

Revista Volta ao Mundo​ na Ilha de São Tomé (Episódio 3 – RTP​ 3) VÍDEO COMPLETO

Descubra São Tomé e Príncipe na edição de Setembro da Revista Volta ao Mundo
Durante o mês de Setembro, a Volta ao Mundo está na África que fala português. Vamos às ilhas de São Tomé e Príncipe para conhecer um destino que junta ecologia e cultura, gastronomia e história.

Ao longo de quatro fins de semana (sábado às 17h50 e domingo às 20h30, na RTP3), descubra connosco uma reserva única da Biosfera e uma das nações mais pequenas do planeta. Do lado selvagem ao mais turístico há de tudo. Na televisão, na internet e na sua revista de sempre.
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São Tomé e Príncipe, Paraíso Tropical

Mais uma vez em África a sorver rara beleza, mais uma vez encantada com a força da natureza.
Neste arquipélago, gostei especialmente do esplendor da floresta, que considero uma bênção que nos refresca o corpo e revigora a alma. Ver os abundantes e variados frutos suspensos nas árvores, caminhar por entre os coqueiros, palmeiras, bananeiras, embondeiros e tantas outras espécies do mundo arbóreo e vegetal, é, sem dúvida, uma experiência única.

A orla marítima é outra atracção, pois, ao espreitar-se, por entre a vegetação, as enseadas rochosas banhadas pelo mar e adornadas com coqueiros reflectidos na água azul-turquesa, dir-se-ia que se vislumbra o paraíso.

No ilhéu das Rolas, subimos, por entre densa vegetação, o morro que nos leva ao marco do Equador, aqui fixado há cerca de 100 anos por Gago Coutinho. Encontrar-me no topo do mundo, no traçado onde os hemisférios norte e sul se encontram a zero graus, foi tão emotivo como ter chegado a Machu Picchu no Peru, que concretizou um dos meus grandes sonhos.

Imagem: Revista Saber Mais

Tanto em São Tomé como no Príncipe, visitámos algumas roças onde se cultiva e produz o cacau e também o café. Não imaginava a grandeza de algumas delas: casas fabulosas, algumas de arquitectura colonial, hospitais, casas dos trabalhadores, fábricas, armazéns, etc. Apesar de uma considerável parte se encontrar degradada, dá para ver a sua magnitude e imaginar como, em tempos idos, seria intenso o labor daquelas roças.

Entre elas, há uma muito especial, a Roça São João. E quem não se lembra de ver na RTP o chef João Carlos Silva a cozinhar “Na Roça com os Tachos”? Tivemos o privilégio da sua presença, simpática e acolhedora, durante o nosso almoço no seu restaurante/museu, de aspecto rústico mas com requinte, a funcionar num velho edifício restaurado.

Imagem: Roça São João dos Angolares

Bastante me emocionou conhecer a Roça da Saudade, casa-museu onde nasceu Almada Negreiros, talvez por muito admirar a sua arte plástica e a sua poesia. Sob o alpendre, onde almoçámos, espraia-se uma extensa vista deslumbrante para a floresta equatorial.

Também a nossa visita à fábrica de chocolate de Claudio Corallo, considerado, por muitos especialistas, o melhor do mundo, foi bastante interessante. Aí ficámos a saber de todos os trâmites do cacau até chegar aos diversos e saborosos chocolates. Saímos satisfeitos com a simpatia da apresentadora e os conhecimentos adquiridos.
Imagem: Claudio Corallo

Durante as nossas deslocações por caminhos de terra batida, cor do barro, fui observando como vivem os são-tomenses e houve situações que me remeteram aos nossos anos 1950. Uma delas foi ver galináceos, patos, cabritos e porcos vagueando pelas ruas e quintais à procura de alimentos. Outra foi a lavagem de roupa nas ribeiras e depois a secar sobre pedras, que os meus olhos viram como tela colorida em enorme dimensão.
Imagem: Bruno Correia

Gostei muito de muita coisa, uma delas foi o acolhimento e simpatia dos são-tomenses, a boa comida e os excelentes resorts, outra o falarmos a mesma língua, que me fez sentir em casa, mas inegável foi também a tristeza que senti de ver um património fabuloso, tão degradado, no seio do paraíso.

Fonte: Fugas

Revista Volta ao Mundo​ na Ilha do Príncipe (Episódio 2 – RTP​ 3) VIDEO COMPLETO

Durante o mês de Setembro, a Volta ao Mundo está na África que fala português. Vamos às ilhas de São Tomé e Príncipe para conhecer um destino que junta ecologia e cultura, gastronomia e história.

Ao longo de quatro fins de semana (sábado às 17h50 e domingo às 20h30, na RTP3), descubra connosco uma reserva única da Biosfera e uma das nações mais pequenas do planeta. Do lado selvagem ao mais turístico há de tudo. Na televisão, na internet e na sua revista de sempre.
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Voltei, mas fiquei lá!

Posted By : Maria Luís/ 1567 0


No mês de Agosto foi de quem labuta fortemente por outras terras. É o mês de matar as saudades, é o mês de as por a zero!

Só quem andou lá por fora sabe o que este retorno significa.

Eu lá andei. Não fiz uma emigração dura, mas também não fiz uma emigração relaxada. Mas fiz, sem duvida, uma emigração fantástica.

De certo modo a vida encarregou-se de me enviar para lá.

Jamais me imaginei a viver num sítio assim. Todos me davam o prazo de 3 meses até voltar com o rabinho entre as pernas.

É longe, é diferente, tem outra cor, tem outro calor. É São Tomé e Príncipe.

Como na maior parte das famílias, também eu tenho tios e tias que andaram por terras de África num outro tempo.

Confesso que as histórias sempre me fascinaram, mas nunca entendi a intensidade das palavras até ser eu própria a experienciá-las!

África dá-nos duas opções: ou se ama, ou se odeia.

Não se gosta mais ou menos, não se fica porque tem que ser.

A primeira vez que fui, foi de férias, já sabia que aquele era o meu destino num futuro próximo.

O primeiro impacto foi horrível. Um calor insuportável, o aeroporto era o caos! Havia dezenas e dezenas de miúdos que já me chamavam, que já sabiam quem eu era. Como é que era possível? Fui batizada ali mesmo de “Maria, a branca mulhé di Miguel”.

E pela cabeça só me passava “Ó meu Deus que eu não fui feita para isto. Bem me avisaram que vir para aqui com um bebé de 9 meses não era boa ideia…”

Nesse dia à noite decidi que regressava no próximo avião para Portugal. Mal eu sabia que só havia voo daí a uma semana!!

O calor continuava insuportável, não baixava nem de noite e, ouro sobre azul, faltava a luz de 5 em 5 minutos. Era a loucura.

Depois de descansar de uma viagem de 6 horas feita durante a noite, lá resolvi dar uma oportunidade à cidade.

Durante as três semanas que lá estive foi indiscutível que o amor por aquela gente e por aquela terra nasceu e cresceu. Regressei a Portugal e passados uns meses fiz as malas de vez e fui!

Não é fácil viver em São Tomé. A ideia que tive foi que andei 50 anos para trás sem sequer ter 40 de idade.

O ritmo de vida é feito de leve-leve que é como quem diz devagar, devagarinho.

 

Todas as faltas que existem, quer sejam lojas, boas farmácias ou só o simples facto de poder beber água da torneira, são colmatadas com a simpatia desmesurada do nosso vizinho, com as músicas que nos fazem bater o pé a qualquer momento, com os cheiros e sabores que se vão entranhando.

São roças sem fim cheias da nossa história, é o cheiro do café, a água de coco que sabe tão bem, é provar as iguarias da terra sob o olhar atento do amigo de lá, que se ri espontaneamente com a nossa reação.

São todas estas coisas boas que nos ajudam a superar a degradação do país que parou após a independência. Ruas esburacadas, estradas que se foram recompondo ao longo dos tempos, as roças infindáveis, deslumbrantes, cheias de encanto e que estão por um fio. As faltas de luz constantes, as baratas, osgas, formigas monstruosas… enfim um sem número de coisas!

Mas depois penso, se esta gente é tão feliz, porque é que eu hei-de andar aqui inconformada?

Ouvi muitas histórias boas sobre o tempo dos portugueses, muita gente me dizia que no tempo do branco é que era. Falei com muita gente mais velha. Umas vezes orgulhei-me outras, enrolei-me de vergonha. Nunca fui discriminada, pelo contrário sempre fui muito acarinhada. Aprendi muito, aprendi a viver sem o consumismo por exemplo. Fiz amigos para a vida que se riam de quando me coçava por causa dos mosquitos e ficava com a pele vermelha.

Em São Tomé andamos seguros e sem medo a qualquer hora do dia ou da noite!

De amanhã é a altura ideal para ir à fruta. As senhoras da fruta já me conhecem e com aquele sotaque aberto e a carregar nos “erres”, chamam-me: “Márrrrriiiaaaa, Ámiga, vem, tem do maracujá qui você gosta” E tinham sempre, as malandras sabiam que eu não resistia!

Depois lá apareciam os miúdos a pedirem umas dobras para sei-lá-para-quê.

O peixe aparece-nos à porta de casa, a fruta pão apanhamos no jardim e lá se faz uma refeição de bradar aos céus!

Infelizmente há coisas que não conseguimos contornar.

Se São Tomé é dos sítios melhores para se criar um filho, é também o sítio que me fez andar com o coração nas mãos várias vezes. Infelizmente o sistema de saúde é caótico. E foi isso que me fez ponderar o regresso.

O meu filho veio rijo que nem um pêro! Comeu muita terra, andou sempre de pé no chão, durante dois anos, entre idas e vindas, foi 100% Santomense.

Regressei também cheia de saudades para matar. Das primeiras coisas que fiz foi pegar no carro e ir pela autoestrada, até Coimbra a cortar o céu azul que só nós temos.

Voltei, mas vos garanto que parte do meu coração ficou lá!!

Maria Luís – Autora do blog Hortelã Pimenta www.hortelapimentaoblog.blogspot.pt | www.facebook.com/hortpim

Texto escrito para a plataforma Bairradahttps://www.facebook.com/bairrada.portugal | http://bairrada.com.pt/shop/index.php

São Tomé e Príncipe: Dicas ao ritmo Leve-Leve

Situado no Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe é o segundo país mais pequeno de África.

Seguro, muito tranquilo, com pessoas para lá de simpáticas e com praias vazias, saídas de um sonho tropical só para nós! Não faltam as palmeiras nem os coqueiros, para fazerem jus ao nome de paraíso, sem ponta de eufemismo.

Praia Inhame

Foi colónia portuguesa, descoberta em 1470 por João de Santarém e Pedro Escobar.

Também nós quisemos descobrir STP e colonizar o nosso coração com lembranças e sorrisos! E foi por isso que estivemos por lá 4 semanas!!

Foi uma viagem diferente, com uma forte vertente social partilhada pelos três e que deixarei para outro post!!

 

Este tempo em STP fez-me perceber que não é um destino para todos!

Aconselho vivamente a quem tenha espírito aberto, que goste de sentir o calor humano, dar sorrisos em troca de sorrisos. A quem não tenha medo de dar boleia a desconhecidos e de experimentar novos sabores.

Aconselho a quem fuja dos resorts all inclusive, e dê primasia às vivências culturais.

Aconselho a quem goste de alugar um carro, partir para praias desconhecidas, subir montes e vales em busca de sítios idílicos.

Aconselho a quem goste de abraçar, a quem goste de crianças a pular, a correr e a cantar.

Aconselho a quem não se importe de trocar uma estrela michelin por um peixe acabadinho de pescar, grelhado na chapa do quintal, à noite mascarado de restaurante.

Aconselho a quem não se importe de partilhar as ruas, com porcos, galinhas ou cabras.

Aconselho a quem seja apaixonado pelo verde e pelo azul. Pelos coqueiros a cair sobre a areia dourada e pela água de côco.

Aconselho a quem não se importe com a poeira da estrada a tapar o carro, nem de sujar os pés na lama.

E se achar que não se enquadra nos perfis mencionados, não desespere já!

Leia o resto do post, entusiasme-se e entre no espírito leve-leve 🙂

Praia Moça

Como chegar:

Há 2 companhias a voar para São Tomé e Príncipe: a TAP e a STP Airways. A TAP faz uma paragem técnica no Gana que dura cerca de uma hora, a STP Airways faz voo directo (cerca de 6 horas).
O preço dos bilhetes da TAP baixou nos últimos meses e, actualmente, com alguma antecedência conseguem-se bilhetes a cerca de 500Eur.

Se quiser voar entre São Tomé e o Príncipe, existem voos quase todos os dias, operados pela STP Airways. Os bilhetes rondam os 150/200Eur e a viagem dura cerca de 30 minutos num pequenino avião de 30 lugares. Há também a possibilidade de ir de barco, mas a viagem é longa e menos confortável!

 

Quando visitar:

Com um clima fantástico e equatorial, qualquer altura é boa para visitar STP.

Até pode chover (apanhámos muita chuvinha por lá), mas com o calor habitual de cerca de 30 graus, vai saber muito, muito bem! Vá por mim!

Com um clima tropicalmente húmido, é provável que apanhe chuva entre setembro e abril/maio. A estação seca, conhecida como gravana ocorre nos nossos meses de verão.

 

Vacinas:

Não há vacinas obrigatórias para viajar para STP. Ainda assim, optámos por fazer as que nos recomendaram na Consulta do Viajante: Febre Amarela, Febre Tifóide e Hepatite A.

A malária está erradicada no Príncipe mas em São Tomé ainda não, pelo que optámos também por fazer a profilaxia.

A Consulta do Viajante e a Vacinação Internacional podem fazer-se no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (por 50Eur) ou em alguns Centros de Saúde e Hospitais de norte a sul pagando a taxa moderadora. Consulte aqui os locais de Lisboa e Vale do Tejo. Para consultar outros, deverá verificar as respectivas páginas das Administrações Regionais de Saúde.

Como viajámos com uma criança, fizemos no Hospital Dona Estefânia.

 

Vistos:

Necessário apenas para viagens superiores a 15 dias. Custa 20Eur e trata-se na Embaixada de São Tomé, em Lisboa.

 

Comida:

Que bem que se come em STP!!!

Peixe, peixe, peixe e fruta, fruta, fruta.

Tudo o que o mar tem e a terra dá, há em abundância nesta ilha fértil.

Corvina, atum, barriga de peixe andala, choco, peixe voador, polvo, peixe azeite. Tudo fresquinho e barato! Acompanha com banana frita, mata-bala e fruta-pão. Uma maravilha!!

A carne é rara e, confesso, não tive saudades!

Quanto à fruta, prove jaca, cajamanga, mangostão (a-do-rei!), mamão, toranja, banana-maçã.

Em breve farei um post com as melhores sugestões de restaurantes em São Tomé!

 

Moeda:

A moeda oficial é a dobra. 1 Euro equivale a 24500/25000 dobras.

É fácil sentirmo-nos milionários em STP 🙂

Uma informação muito importante: Não há forma de levantar dinheiro!! A solução passa por levar euros (que pode usar em alguns locais) e cambiar nos hotéis, nos bancos, ou na rua, no centro da capital.

 

O que não pode perder:

As roças: são muitas, muitas mesmo. Com uma arquitectura única e restos de uma História não tão longínqua como aparentam. Muitas estão degradadas e são hoje habitadas pelas famílias dos antigos trabalhadores. Todas têm um passado para contar e cada uma é mais especial que a outra. As minhas favoritas: Agostinho Neto, Água-Izé, Boa Entrada, Monte Café e Saudade.

 

As praias: as do Sul são mais bonitas que as do norte. A não perder no norte: Lagoa Azul, Praia Moça. No Sul: Micondó, Inhame, Piscina, Jalé.
Se optar por ir ao Ilhéu das Rolas (onde se encontra o marco do Equador), não perca a idílica Praia Café. O barco pode apanhar-se em Porto Alegre ou Ponta Baleia e custará cerca de 10Eur por pessoa. A viagem dura 20 minutos.
No Príncipe, TODAS as praias são maravilhosas. Lindas, paradisíacas e vazias. Praia Banana, Praia Boi, Praia Burra.

 

As pessoas: sem margem alguma para dúvidas, são o povo mais simpático que já conheci. Humildes, sorridentes, educados e sempre dispostos a ajudar. Aproveite estes predicados para falar com os locais, conhecer-lhes os passados, os sonhos, as crenças e as mágoas. Apresente-se, conviva, dê de si e receba tudo o que lhe darão. Nós fizemos isso, e trouxemos no coração um leque de episódios bons para guardar. Brinque com as crianças, tire fotos (adoram ver-se nas fotografias), peça-lhes para cantarem as suas músicas preferidas. São amorosas e vão adorar!

 

As paisagens: Pode entrar no carro e partir sem destino! Garanto-lhe que pelo caminho vai parar mais de uma mão cheia de vezes para fotografar as inesquecíveis paisagens santomenses. O túnel de Santa Catarina, o Pico do Cão Grande, a Boca do Inferno, a Lagoa Azul. Vai apaixonar-se a cada pedaço de azul e enamorar-se a cada pedaço de verde. Chegámos a parar o carro junto à Boca do Inferno apenas para deixar que aquela imagem de postal tomasse conta de nós e se tornasse espólio desta viagem tão especial.
Túnel de Santa Catarina

Conselhos:

Leve um bom repelente (mas, deixo o aviso, as melgas e os mosquitos vão atacar à mesma!! aqui por casa, voltámos os três com muiiitass marcas!), que deve aplicar sobretudo a partir da altura do pôr-do-sol e ao amanhecer.

Leve uma boa farmácia (consulte este post para saber tudo o que não deve faltar na mala ou aconselhe-se na consulta do viajante) uma vez que o serviço de saúde público tem poucos meios e o privado, praticamente não existe. As farmácias podem não ter todos os medicamentos. E não se esqueça: deixe a hipocondria em Portugal! Caso contrário, vai achar que a melga mais inofensiva pode ser a Anopheles (mosquito fémea que transmite a malária) e não vai desfrutar tanto quanto STP merece!

Beba apenas água engarrafada e cuidado com as saladas.

Leve as malas com roupa que possa usar e depois deixar lá, ou bens que queira doar a instituições. Aproveite no regresso e encha-as de capulanas e fruta!

Viajar com Crianças para STP:

Descomplicar é sempre o melhor conselho que posso dar a quem viaja com crianças.
Para África é só exponenciar essa descomplicação!!! 🙂
É maravilhoso dar a uma criança a possibilidade de ser criança, fora de zonas protegidas e acépticas. Deixá-lo correr na lama, na floresta, na areia. Molhar-se na chuva quente.
Fazer uma roda com desconhecidos, transformados em amigos ao primeiro olhar.
Ser livre com tudo o que cabe na liberdade.
Em STP há muitas, muitas crianças, mas infelizmente não há muitos turistas a levar filhos. Por isso, eramos sempre recebidos de uma forma muito especial pelos miúdos que nos “roubavam” o Lourenço para brincar, tocar, dar a mão, mexer no cabelo.
Ali, ele era deles. E a linguagem universal das crianças tornava tudo maravilhosamente simples.
Foi delicioso ver cada sorriso que ele devolveu àqueles meninos, cada abraço que lhes deu e cada olhar que trocou.
O passaporte veio carimbado, mas tenho a certeza absoluta que o coração veio mais. ❤
Carnaval em Ribeira Afonso

5 sentidos:

STP é um destino que apela, e muito, ao uso dos 5 sentidos.
Tire o maior partido de cada um deles:
Vendo com os seus próprios olhos uma África pura, que é muito mais do que os catálogos das agências de viagens mostram;
Ouvindo estórias contadas por quem viveu antes da descolonização e guarda as saudades embrulhadas em lágrimas;
Cheirando o cacau, a jaca, o café, o peixe fresco, o safu.
Falando com toda a gente. Vai gostar da espontaniedade e abertura dos locais.
Tocando nas flores, nas frutas, nas pessoas. Sentindo os rostos quentes das crianças e as mãos gastas dos mais velhos.
Felicidade na Roça Monte Café

 

E não se esqueçam…o espírito por lá, quer-se leve-leve!
Uma experiência halfway2happiness

Volta ao Mundo na Ilha do Príncipe (Episódio 1 – RTP 3)

Durante o mês de Setembro, a Volta ao Mundo está na África que fala português. Vamos às ilhas de São Tomé e Príncipe para conhecer um destino que junta ecologia e cultura, gastronomia e história.

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Volta ao Mundo em São Tomé e Príncipe

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Fonte: Volta ao Mundo